sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Lenda da música no século 20 também marcou seu nome na sétima arte.

Elvis Presley completaria 80 anos nesta quinta-feira. Relembre a carreira nos cinemas do Rei do Rock
 Há exatos 80 anos nascia um cantor que iria mudar para sempre o rumo da música popular no século 20: Elvis Presley (1935 - 1977). Aquele que viria a receber o epíteto de Rei do Rock - há quem discuta se o título é justo ou não - emergiu no interior do humilde estado de Mississippi, um dos mais pobres dos Estados Unidos, para ganhar o mundo com sua voz grave, sua dança que chocava os guardiões da moral e bons costumes na época e suas canções sobre amor e espiritualidade, que passeavam por gêneros como rock, blues, pop e gospel.
Historiadores do rock divergem sobre qual seria primeira música de rock de todos os tempos, mas muitos defendem que a pedra fundamental do gênero é a gravação de "That's All Right (Mama)", lançada por Elvis em 1954. À parte do debate sobre o pioneirismo, é inegável que a influência do cantor impactou toda uma geração. "Não existia nada antes dele. Elvis era a nossa maior referência. Nada me influenciou tanto. Sem ele não haveria Beatles", disse John Lennon em certa ocasião.Com o passar do tempo, o estilo rebelde do Elvis dos anos 50 foi dando espaço ao visual excêntrico e inconfundível do artista que encarnou com facilidade a persona de membro da realeza da música que o público lhe concedeu. "A imagem é uma coisa e o ser humano é outra... É muito difícil viver de acordo com uma imagem", disse o Rei em uma coletiva de imprensa em 1972.
Apesar de ser primordialmente lembrado por seus dotes musicais, Elvis Presley também teve uma carreira como ator relativamente vasta. Fã de James Dean e Marlon Brando, o astro não atuou em nenhum filme aclamado pela imprensa, mas era considerado pelo diretor Don Siegel um ator sub-aproveitado, que poderia ter rendido muito mais se tivesse a chance de viver papéis mais desafiadores. Ainda assim, a obra cinematográfica de Presley rendeu trabalhos marcantes em produções que tem seu valor, como Prisioneiro do Rock and Roll (1957), Ama-me com Ternura (1956) e Balada Sangrenta (1958).
A voz de Presley se silenciou no dia 16 de agosto de 1977, quando o artista sofreu um ataque cardíaco depois de anos de uso abusivo de medicamentos controlados. Julgando por sua importância na cultura popular mundial, declarar que Elvis não morreu não é uma conspiração ingênua, mas sim uma sensata constatação diante do legado do Rei do Rock.

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